ChatGPT: será que os redatores estão com os dias contados?
- Paloma Carvalho
- 17 de nov. de 2023
- 2 min de leitura
Dia desses, em uma dessas conversas cheias de dilemas com um amigo redator que está totalmente desolado por ter sido dispensado de uma agência (porque, de acordo com ele, o ChatGPT trabalhava melhor e era mais barato), me vi em um misto de compaixão e inquietação...
Será que estamos testemunhando o lento crepúsculo da era da escrita humana?
A inteligência artificial, impiedosamente, está lançando um olhar faminto sobre programadores, redatores, jornalistas, copywriters, editores, designers e profissionais de SEO.
Parece que o campo de batalha não tem trégua e nenhum posto está a salvo da inevitável revolução das máquinas. Mas a ironia aqui é digna de um filme de ficção científica: o ChatGPT, o próprio "intruso do ano", afirma ser mais um parceiro dos criadores do que um carrasco de nossos empregos. A pergunta que não quer calar é: será que devemos dar crédito a essa promessa vinda das entranhas da IA?
E quem sabe daqui a pouco nossos textos precisarão vir com um aviso do tipo: "Atenção, humanos! Este conteúdo foi realmente escrito por um ser humano, com direito a emoções, sarcasmo e café excessivo".

ChatGPT sem sensacionalismo
Vamos ser sinceros, os textos do ChatGPT não exatamente roubam a cena. Eles podem ser como o ensopado que sua tia fazia: não surpreende, é meio truncado, mas pelo menos está bem temperado gramaticalmente. A questão é que falta aquele toque pessoal, aquela centelha criativa que só um ser humano pode oferecer!
E não é só isso... se pedir para o ChatGPT evitar certas palavras ou repetições, a coisa não sai tão redondinha. E, para piorar, o nosso amigo da produtividade pode soltar umas pérolas incoerentes ou até mesmo informações erradas (chocados?).
O ChatGPT também é conhecido como o mestre da neutralidade. Esse é o plano para evitar um desastre como o "projeto Tay" da Microsoft, que se transformou num robô preconceituoso em poucas horas. Mas essa neutralidade forçada também tem seu preço: os textos saem um tanto entediantes e muito taxativos.
Mas, e aí: os redatores estão fadados a desaparecerem por causa do ChatGPT?
Bem, alguns podem realmente estar em apuros. O ChatGPT pode superar os escritores que se prendem a fórmulas e gatilhos. Quem vive pesquisando termos no Google e segue à risca as regras pode perder o seu lugar.
Pensem nos otimizadores para o Google, aqueles que estudam, pesquisam, elaboram pautas. E os copywriters, sempre na cola dos gatilhos? Eles podem ser deixados para trás quando a IA decide seguir a fórmula.
A verdade é que a era da inteligência artificial não é mais ficção científica, é realidade. E quem quiser sobreviver, precisa aprender a brincar bem com esse novo amigo-robô, ou ficar para trás como os velhos disquetes.
Mas, ,lembre-se: por trás de cada resposta genial do GPT, deve haver um 'prompt' bem planejado. E isso? Bom, só alguém que realmente entende do riscado consegue criar.
Antes de apostar todas as suas fichas na IA, certifique-se de que você é o mestre de cerimônias deste show!




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