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Marasmo literário: como eu fui de 0 a 10 na escrita criativa?

  • Foto do escritor: Paloma Carvalho
    Paloma Carvalho
  • 26 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura

Parece um título audacioso? Realmente é! Mas, hoje eu quero contar a vocês como eu literalmente apertei o botão do f*oda-se para conseguir sair da bolha da escrita para o algoritmo.


Quero compartilhar com você, que assim como eu, já se pegou deslizando pelos textos como quem caminha em terreno plano e monótono.


Você que anda perdendo o encantamento pelas palavras, e tem deixado o ChatGPT dar voz à sua rotina cansativa. É, eu sei como é isso. Não é sempre que eu sento de frente ao computador e me baixa o espírito Machado de Assis.


But... meus queridos, há salvação! 



A velha receita padrão enjoa


Permita-me contar um pouco da minha própria experiência. Como redatora "véia de guerra", estava acostumada a criar conteúdo que seguia a receita padrão: um toque de SEO aqui, um punhado de palavras-chave ali, e voilà, mais um texto que desliza pela tela sem deixar rastro. 


Mas, como todo bom enredo, minha história teve uma reviravolta. Fui desafiada a sair da bolha, a abandonar a zona de conforto do mesmo de sempre e a criar textos que vão além do arroz com feijão da escrita.


Foi num passe de mágica? Não, foi num passe de rebeldia mesmo (e um passe de "o meu tá na reta, preciso melhorar" também, confesso). Desde que me entendo por gente, eu sempre amei escrever. Amava ver a cara das pessoas ao lerem algo meu, as reações, os comentários. Era isso que enchia meu potinho de alegria.


Mas, de um tempo pra cá, isso foi se tornando muito mecânico, cansativo. Escrever pro algoritmo sempre é. As palavras foram se perdendo em estratégias, transformando-se em meras copys.


A partir desse momento, me vi diante do desafio empolgante de produzir conteúdo que não apenas informa, mas que também emociona, que conta histórias capazes de prender a atenção do leitor e fazê-lo ansiar por mais.


Guerra ao algoritmo?


O mundo dos redatores atuais é como um oceano vasto, repleto de textos padronizados que inundam nossas telas e desafiam nossa criatividade. Diante desse cenário, surge a questão: como podemos vencer o marasmo da escrita repetitiva e criar algo que se destaque, algo que faça as pessoas quererem ler novamente?


A resposta não é declarar guerra ao algoritmo. Na minha opinião, está em desafiar as convenções, em abraçar a originalidade. É pensar fora da caixa, permitir que a criatividade floresça sem medo. As pessoas buscam identificação, emoção, algo que vá além da simples divulgação de uma receita de bolo no Instagram. 


Elas anseiam por sua perspectiva, querem saber como aquele bolo faz você se sentir e como ele pode despertar sensações em quem o provar. É nessa conexão emocional que reside o verdadeiro poder de influência: quando seu conteúdo ressoa com o público, inspira confiança e, eventualmente, os conduz a adquirir o que você tem a oferecer.


Que sua jornada criativa seja repleta de inspiração e emoção! E por hoje é só, amiguinhos!

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